domingo, 29 de janeiro de 2012

LAMPEJO


Rosto que tanto desejo
Encontrar num lampejo
Tanta é a espera ...
Em qualquer lugar
Até mesmo numa tapera

Devaneios...
Eternos companheiros
Noites sem fim

Parecem tão verdadeiros
Acordo , agora é fim!

Arco-ires em bolas
Acendem doce ilusão
Encontrar a pessoa amada
Toque em bolhas de sabão

Graça Matos
29/01/2012

POBRE ILUSÃO

Existências limitados ao ter
Esforços inconsequentes
Querem apenas ter
Não importa o quê!

Almas aflitas se revelam
Inquietações afloram
Possuir , talvez o remédio
Investida contra o tédio

Imbecilidade ora instalada
Sem domínio,almas voam
Perdidas, sem direção...

Sofrimentos conquistados
Um sonho desmedido...
Pobre ilusão...

Graça Matos
29/01/2011

CLIENTES FIÉS

Pessoas alienadas
Pessoas esclarecidas
Sociedade dividida

Templos diversos
Palcos de encenações
Ânsia por desmascarar
Decepção a brotar

Fatias nutridas na ignorância
Muitas delas na infância
Mais tarde...adultos sem chão
Mergulhados na desilusão

Cabeças fora do trilho
Prato cheio para a investida
Dos abutres a pensar...
A melhor forma de enganar

Desprovidos de alma
Desumanos, crués...
Arquitetam falácias bonitas
Clientes fiés...

Graça Matos
29/01/2012








sábado, 7 de janeiro de 2012

TREM SEM ESTAÇÃO



No retorno , a esperança
Do amor reconstruir

Ora em breve ruínas
Uma flor por abrir



De perfume adocicado
Beija-flor, borboletas...
Se nutrem desta paixão


Néctar do amor,
Alimenta o coração!



O tempo adormecido estava
Numa espera ibernante...
A dor de outrora , agora,
Alegria ! intinerante!


Faces reencontradas
0lhos brilhantes ,emoção...
Uma vida sem amor é....
Que nem trem sem estação !



Graça Matos

27/12/2011






























quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

QUEBRA CABEÇA...


Somos parte
Mera parte
De um todo
A completar

Não somos tudo
Não temos tudo
Nos completamos

Por isso buscamos
No outro ....
Amor, amizade
Paz, Alegria,
Felicidade

Somos assim...
Incompletos por natureza


Graça Matos
21/12/2012

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Anônimo

O tempo caminha...
Deixa marcas pelo chão
Um corpo em movimento

Anônimo, perpétuo...
Contador de histórias
Por vezes , estórias

Sem volta, passa
Emana saudades
Revela verdades

Soberano adormece
Amanhece majestoso
O dia segue....
Horas se revelam

Nada é mais igual
Magia genuína
Intangível mina

Tempo sem fala
Que tanto narra
Janelas e portas
Se esbarram...

Ventania que sopra
O tempo ecoa
Pássaro que voa
Sem destino...

O tempo se faz menino
Lento, pequenino
Agora em lamento
Revelando sentimento


Graça Matos
14/01/2012

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Lírio



O campo é a tua morada
A história faz contar
A brancura da tua flor
O Império a desejar


Adormeces longos meses
A espera da primavera
Boas chuvas te encharcam
Acordas sem espera

Alvas pétalas perfumadas
Fitilhos a sorrir...
O brilho das tuas folhas
Nada igual até aqui


Oh! Lírio !
Como és lindo!



Graça Matos
11/11/2011